Jennifer Lawrence não nos deixa indiferentes em Silver Linings Playbook. Recupero a sessão fotográfica que fez para a Esquire em 2011 para que, os que não viram o filme, percebam porquê. Uma actriz a ter em conta, não só pelo óscar (merecido) que arrecadou este ano, mas por tudo o resto...
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sexta-feira, 23 de agosto de 2013
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Óscares 2013
Acho que desta vez é de vez. Foi a última vez que fiquei feito parvo acordado até às 5 da manhã para ver uma cerimónia dos Óscares. E isto porque, à semelhança do que me acontece sempre que aposto no euromilhões (onde nem um número nem uma estrela sorteados fazem questão de abrilhantar o meu boletim), nunca acerto em quem vai ganhar o que seja. Não sei se é a minha fraca veia cinéfila a vir ao de cima em todo o seu esplendor, ou a minha fraca compreensão para fenómenos cinematográficos bizarros só ao alcance de mentes iluminadas da sétima arte, o que é um facto é que as minhas previsões saem quase sempre furadas.
E se até compreendo que posso ter algum desvio mental para que a minha mente não alcance que um actor que não fale uma palavra num filme ganhe o Óscar de melhor actor, ou se um filme sobre um tigre e um indiano num bote arrebate o título de melhor realizador, já no que toca a bandas sonoras, a coisa muda de figura. E aqui, ou os senhores da academia são surdos ou umas verdadeiras bestas. Dos 5 nomeados deste ano, eu compreenderia que todos pudessem ganhar menos o que realmente ganhou. Não que tenha nada contra o Mychael Danna, mas convenhamos que ao pé do Alexandre Desplat, do Thomas Newman, do Dario Marianelli ou do John Williams, seria pouco provável que Danna arrebatasse o prémio. Mas ganhou...E isto irrita-me! Principalmente para a tremenda injustiça para com o Alexandre Desplat, um verdadeiro génio que consegue perder até para o Trent Reznor, e que nunca ganhou uma estatueta que fosse! Outro dos mais gozados é o desgraçado do Thomas Newman, já nomeado dez vezes e que nunca ganhou!! Nem vou dizer com que obras é que estes dois já foram nomeados para não se enervarem como eu! O John Williams já tem quatro estatuetas mas, ainda assim, nunca perderia para o Danna...e o Marianelli tem apenas uma.
Lamentável...
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Les Misérables
Quem me conhece minimamente, sabe que eu estaria na estreia da adaptação para cinema do musical Les Misérables de Claude-Michel Schonberg. E assim foi. Bilhetes comprados na véspera para não haver azares e, à hora marcada, lá estava eu. Sem que isso afecte minimamente a minha heterossexualidade, admito o mais publicamente possível que sou um enorme fã de Les Misérables.
Conheço a obra quase desde a sua origem, na versão inglesa. Tenho o Complete Symphonic Recording que mandei vir dos EUA. Conheço todas as músicas de as ter ouvido vezes sem conta. Por tudo isto, reconheço que as minhas expectativas eram bem altas para este filme. Do elenco seleccionado, Hugh Jackman, Amanda Seyfried e Anne Hathaway pareciam escolhas seguras. Russel Crowe, um risco. Desconhecia Eddie Redmayne e Samantha Barks escolhidos para duas personagens fundamentais no segundo acto. Quanto a Sacha Baron Cohen e Helena Bonham Carter pareciam tiros certeiros para as personagens mais caricatas do enredo.
Antes de me debruçar sobre o que achei do filme, começo por mandar os senhores do Cascais Shopping para o centro da Terra, bem para o núcleo, onde deve estar quente o suficiente para acordá-los. Passa na cabeça de alguém por um musical numa sala só com som nas colunas da frente e com um ecrã de merda! A sala 3, quanto muito, deve dar para ver um filme qualquer de autor onde não interessa muito a qualidade do que se ouve nem é preciso ver numa dimensão demasido grande uma parede branca com um relógio a tiquetar durante 5 minutos enquanto um narrador fala de uma desventura qualquer. Ide pró...meus amigos!
Agora sobre o filme. Se bem que a qualidade do som me tenha estragado um pouco a experiência, confesso que achei a produção muito boa. Aliás o Cameron Mackintosh não costuma brincar. Para quem não sabe é só o mesmo produtor do Fantasma da Ópera. Tudo dito. Quanto aos actores, tudo perfeito com excepção do Russel Crowe. Javert não é uma personagem fácil. O seu grande momento, Stars, exige muito mais do que o que Crowe consegue dar. Previsível. Hugh Jackman muito bem com um momento alto em Bring Him Home. Anne Hathaway defende bem Fantine, uma personagem chave carregada de drama, embore o I Dreamed A Dream pudesse ter outro enquadramento de realização que não só a cara dela em grande plano em profundo sofrimento. Amanda Seyfried brilhante e não se percebe porque é que o disco da banda sonora não tem o seu solo do In My Life. Sacha Baron Cohen e Helena Bonham Carter muito bem no Master Of The House. Por fim,as duas grande surpresas Eddie Redmayne e Samantha Barks. O primeiro defende Marius brilhantemente. Empty Chairs At Empty Tables acaba por ser um dos grandes momentos do filme, juntamente com On My Own de Samantha Barks. Duas interpretações de topo.
Por fim, apenas uma ou duas notas. Entrar numa sala de cinema para ver Les Misérables sem saber que se trata de um musical é só triste. Mas as modas têm destas coisas. Também percebo que para quem nunca ouviu o musical, o primeio acto não é fácil, embora fundamental para se conhecer a história. Schonberg decidiu guardar os grandes momentos para o segundo acto. Agora criticar o filme porque tem música a mais é para além de besta! Os críticos de cinema conseguem ser uns autênticos animais e demonstrar uma profunda incoerência quanto criticam uma obra para a qual não têm capacidade de análise. A abstinência aqui seria uma escolha mais prudente ao invés de cair no ridículo. Esperemos que os senhores da Academia tenham outra opinião.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
13ª Festa do Cinema Francês
E à 13ª edição é desta que eu....continuo a não ir à Festa do Cinema Francês! E por uma razão muito simples. Ainda não sofro de insónias a esse ponto. Posso passar umas noites mal dormidas, mas nada que me obrigue a medicação e, muito menos a assistir em catadupa a metros de fita cinematográfica carregada de acção, adrenalina, suspense e mistério, tudo num único plano de uma parede branca.
E muito menos iria porque sei que, por vezes, posso ressonar. O que seria só chato. Como estes filmes têm geralmente muita acção e cenas com muito barulho, provavelmente, o meu ressonar iria ouvir-se em Dolby Digital 5.1, que já equipa as belíssimas salas do Cinema São Jorge em Lisboa, palco do evento. E poderia ainda dar-se o insólito do meu ressonar, soar aos ouvidos de um iluminado crítico de cinema sentado na primeira fila com os seus óculos de massa pretos e gabardine cinzenta, como parte integrante do filme em perfeita harmonia com o discurso monocórdico francês do narrador da trama! E o que seria ler no Expresso que a obra de um Jean-Claude qualquer tinha uma crítica ainda mais positiva pelos belíssimos efeitos sonoros que o realizador conseguiu transportar para a tela, num assombro de imaginação sem paralelo.
Só não vou por isto...
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Heineken
Nunca fui pessoa de gostar de cerveja e sei que, tendo nascido neste país e sendo fã do esférico como sou, é uma esquisitice daquelas que mais do que servir de desbloqueador de conversa, provoca reacções de incredulidade tal capazes de desencadear manifestações a roçar a violência. Mesmo assim nunca fui à bola com esta bebida; e sim, o uso desta exacta expressão foi propositado.
Mas, porém, todavia e contudo se tivesse de beber cerveja seria claramente uma Heineken. Acho que começaram por me cativar com o célebre anúncio do walk-in-closet vs. walk-in-mega-arca-frigorífica-cheia-de-cerveja e desde então têm conseguido manter-me como fiel fã de todas as campanhas que lançam.
A mais recente tem como tema o novo filme de James Bond, e consta que contará com aquele que é o seu actual intérprete - Daniel Craig. A campanha, tanto de TV como digital, consiste num primeiro anúncio com 3 marmanjos que entram num bar que não é o que parece, e são surpreendidos por um mundo Bond.
A campanha terá também um passatempo, que se pretende viral, sob o nome "Crack the Case" onde os consumidores/ concorrentes são convidados a vestir a pele do agente secreto mais famoso do mundo e resolver um caso enigmático ao estilo 007. Este passatempo é anunciado num vídeo com uma típica Bond Girl que insiste para a ajudarmos e resolver o mistério. Dado o ar saudável da moça não me parece que tenham dificuldade em arranjar adeptos...
Para mim James Bond resume-se a Aston Martin, gadgets, Martini e mulheres esculpidas a alta precisão. Algo me desconcerta nesta associação a uma cerveja mas veremos no que dá.
O novo filme Bond, de nome “Skyfall”, está para estrear no dia 26 de Outubro, venha ele!
terça-feira, 18 de setembro de 2012
To Rome With Love
Estreia esta semana o novo filme de Woody Allen, To Rome With Love. Tenho uma relação especial com Woody Allen. Sou fã incondicional. Desde os tempos de Bananas, Everything You Always Wanted To Know About Sex, até aos clássicos Annie Hall, Manhattan, Radio Days ou The Purple Rose Of Cairo. Sempre acompanhei a sua genialidade na construção de diálogos e enredos. Sempre adorei a simplicidade com que retratava Nova Iorque e a brilhante selecção musical que sempre acompanhou os seus filmes.
Olhar para Woody Allen à luz do cinema actual é encontrar uma réstia de cinema de autor de alta qualidade. Recentemente tem optado por escrever histórias em ambientes fora da sua Nova Iorque, dando-nos a conhecer Barcelona (Vicky Cristina Barcelona), Paris (Midnight In Paris) e agora Roma (To Rome With Love). A singularidade com que o faz ainda é única. Da luz, das cores à música, entramos numa visita guiada às ruelas, avenidas e becos, à história de cada uma destas cidades eleitas. Quem o critica, diz que está a vender-se e aceitar fazer postais ilustrados turísticos. Demasiado simplista. Ainda assim, se fosse, sorte a nossa e das cidades que o "contrataram".
Seja como for, e cumprindo um ritual já com alguns anos, lá estarei para assistir a mais uma obra-prima deste mestre.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Lincoln
Steven Spielberg regressa em Novembro com Lincoln. Os últimos quatro meses de vida de Abraham Lincoln, o presidente americano assassinado a 15 de Abril de 1865. Com Daniel Day-Lewis no principal papel, conta ainda com Sally Field e Tommy Lee Jones. A não perder...
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Adeus Bear!
Foi com uma (surpreendente) tristeza que li sobre a morte de Michael Clarke Duncan.
Conheci-o no grande clássico lamecheiro Armageddon, num personagem que, sem nenhuma razão aparente, logo me cativou. Sei que não foi, de todo, o seu maior contributo cinematográfico mas foi onde me chamou primeiro a atenção e, no meio daquela lamechice toda (que me faz jorrar lágrimas qual Niagara Falls!), ainda hoje me rio com a sua voz grave a entoar o "Leaving On a Jet Plane".
E muito embora nunca tenha feito papéis de importância crucial (excepção clara ao Green Mile onde esteve brilhante!), nem o tenha visto em muito mais produções, sempre me espantou que fosse interpretando o personagem menos óbvio ou típico.
Todo ele, desde o físico à voz magnificamente gutural, evidenciava, quase de imediato, um personagem bruto e violento e, no entanto, sempre que o via conseguia convencer-me que se tratava de um ser mais que simpático, até suave e meigo, contrariando todos as presumíveis primeiras impressões.
Pode parecer uma comparação idiota mas acho que, de certa forma (atenção! nada pejorativa), sempre o comparei a um Rottweiler, cão que adoro pela sua capacidade de oferecer carinho, uma capacidade que pouca gente conhece por os tratarem sempre como bestas.
Nunca me desiludiu em nenhum dos papéis que fez e, apesar de nunca ter pensado tanto nesta pessoa como hoje pensei, chego agora à conclusão que tenho pena que tenha ido tão cedo e que me sinto verdadeiramente triste com esta notícia.
Fica assim um simples contributo. Que descanse em paz...
Anna Karenina
Confesso que só vi uma das inúmeras adaptações de Anna Karenina para o cinema. A versão de 1997 com a Sophie Marceau. Longe de brilhante, mas a Sophie Marceau, em 1997, ainda era a Sophie Marceau e, só por isso, valeu a pena. Até acho que foi daqueles filmes oferecidos em revistas, já não me lembro bem por qual e que estava a ganhar pó na prateleira até ter invadido o meu leitor de DVD na única vez que tal aconteceu. Não deixou saudades....
Tony Scott e Top Gun
Morreu o Tony Scott. Tenho lido algumas coisas sobre a trágica morte deste realizador americano e, sobretudo, as críticas dos mais cinéfilos ao facto dos meios de comunicação social só associarem a sua vasta obra a um filme: Top Gun. De facto, Tony Scott foi responsável por inúmeras outras obras, entre filmes, séries, documentários mas, perdoem-me os astros da sétima arte, mais nenhuma com o alcance de Top Gun.
Quem, como eu, teve a felicidade de viver a adolescência nos anos 80 consegue perceber o alcance de Top Gun e a importância da obra em vários níveis. A indústria têxtil tem muito que agradecer a Tony Scott pela proliferação de venda de blusões de cabedal manhosos carregados de insígnias de aviação que de repente inundaram os armários dos jovens e encheram as ruas de oficiais da força aérea. Ao mesmo tempo, a Ray Ban viu os seus modelos à Tom Cruise saírem da prateleira directamente para a face de jovens imberbes sem carta de condução mas com brevet de pilotagem de caças.
Mas, mais importante, Top Gun introduziu o conceito de MILF. Não sou dos que pensam que esse conceito nasceu com o primeiro filme da saga American Pie. Em Top Gun, Tom Cruise enrolava-se com uma Kelly McGillis que parecia a mãe do melhor amigo de Tom, tal a diferença de idades que parecia emanar entre os dois. Ninguém deu crédito a Tony Scott por validar este casting e por fazer com que todos nós, adolescentes a borbulhar, começássemos a olhar para as mães dos nossos amigos com outros olhos, montados nas nossas Yamaha DTs, todos artilhados de blusão e óculos de aviador, prontos a rasgar um cavalinho com a velha atrás bem agarradinha.
Top Gun pode não ter agradado e, de facto, só arrecadou um óscar, para melhor canção original com o clássico Take My Breath Away, composto por Giorgio Moroder e interpretado pelos Berlin, essa banda mítica liderada por Terry Nunn, uma loura que queimou as pontas do cabelo numa churrascada em Los Angeles.
Por tudo isto, honras sejam feitas a Tony Scott que, para mim, poderá e deverá ser sempre imortalizado para memória futura como o mestre por detrás de Top Gun, sem que isso belisque, bem pelo contrário, a sua reputação de grande cineasta. Obrigado Tony!
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